Crise internacional na Osesp. Maestro é ridicularizado. Consultor de FHC é acusado de sumir com uma grana
29/novembro/2009 13:32
Como sabe o amigo navegante, Zé Pedágio demitiu John Neschling da Orquestra Sinfônica de São Paulo por causa de um mictório.
Por isso, Neschling ganhou R$ 4 milhões na Justiça, que não podem ficar para precatórios, desses dos velhinhos que o Zé Pedágio odeia pagar.
Neschling morre de rir do Zé Pedágio, porque vai fundar a primeira Companhia Nacional de Ópera.
Neschling foi a Paris esta semana para receber um dos mais respeitados prêmios de música clássica da Europa, o Diapason D’Or – http://en.wikipedia.org/wiki/Diapason_d’Or -, pelas gravações dos Choros de Villa-Lobos, com Osesp.
O Conversa Afiada mantém com amigos e ex-amigos da Osesp uma ligação muito especial.
E um deles nos enviou neste fim de semana material muito interessante.
O primeiro é uma critica do respeitado jornal Boston Globe, que debocha do maestro da Osesp, Yan Pascal Tortelier, que Fernando Henrique botou no lugar de Neschling.
O mínimo que o Boston Globe diz do maestro de Fernando Henrique como regente substituto (sempre substituto) da Boston Symphonic Orquestra é que os músicos não dão bola para ele e ele provoca um sono incontrolável.
O Conversa Afiada, modestamente, já tinha dito coisa parecida desse maestro feito sob medida para os tucanos: medíocre mas fala francês.
A outra pérola que o amigo navegante nos mandou trata do “consultor” que Fernando Henrique contratou para dar um toque “neo-liberal, capitalista” à administração da Osesp.
Trata-se de Timothy Walker, que, segundo o New York Times, teria dado sumiço a uma grana da orquestra para que trabalhava em Londres.
Esses tucanos são uns gênios !
E ainda se acham a fina flor da cultura pátria …
Paulo Henrique Amorim
http://www.boston.com/ae/music/articles/2009/11/25/at_bso_a_substitute_and_a_fresh_cadenza/
The Boston Symphony Orchestra is not catching many breaks these days from the podium. Sir Andrew Davis has withdrawn from this week’s set of concerts because of a family illness, and the Frenchman Yan Pascal Tortelier has stepped in, making his subscription debut last night in Symphony Hall. (He has also tweaked the program, replacing Stravinsky’s Symphony in Three Movements with the composer’s “Firebird’’ Suite of 1945.)
There is a nice local connection in that Tortelier’s father, the cellist Paul Tortelier, once led the BSO’s cello section in the late 1930s. It is hard, however, to imagine that generated much good will among today’s players, especially after witnessing how hard they were required to work last night.
With some conductors you can hear, see, and feel the contact – the tight connection – between podium and stage, which is as it should be. On other occasions, the two can feel separated by a yawning gap. Last night’s performance fell into the latter category.
http://artsbeat.blogs.nytimes.com/author/daniel-j-wakin/
London Philharmonic Says Former Finance Director Embezzled $928,000
By DANIEL J. WAKIN
The London Philharmonic Orchestra said Tuesday that its former finance director embezzled $928,000 over four years. The executive, Cameron Poole, who also held the title of general manager, is accused of using the money for antiques, vacations and renovations to his London townhouse, according to British newspapers.
The orchestra’s chief executive and artistic director, Timothy Walker, was unavailable to comment, said his office, which referred questions to a public relations agency, Smithfield. A spokeswoman there, Elaine Bartleet, said money was discovered to be missing while orchestra officials were finalizing figures after the Aug. 31 end of the fiscal year. “There had been a fraud which had been carried out, we now know, by Cameron Poole,” Ms. Bartleet said.
She said the orchestra was seeking to recover the money from Mr. Poole, who earned $100,000 a year in his job, through civil action and said the police were investigating. Mr. Poole, who is a native of Australia, joined the orchestra in January 2004 and resigned last August to take another job, the spokeswoman said. The orchestra’s budget is around $16 million. The Daily Mail said the law firm representing Mr. Poole, Kester Cunningham John, declined to comment. A partner, Stephen Goddard, did not immediately respond to phone messages.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u530859.shtml
07/03/2009 – 11h11
Osesp quer novo diretor para dividir comando
JOÃO BATISTA NATALI
Colaboração para a Folha de S.Paulo
A Osesp (Sinfônica do Estado) poderá contratar um diretor artístico que atuará ao lado de um regente titular. “Queremos institucionalizar a orquestra e não dar todo o poder decisório para uma pessoa só″, disse ontem Pedro Moreira Salles (Unibanco), que integra o conselho da Fundação Osesp.
A mesma crítica indireta à centralização praticada por John Neschling –afastado em 21 de janeiro e que acumulava as funções de diretor artístico e regente– foi feita por Fernando Henrique Cardoso, presidente da fundação.
Rafael Hupsel/Folha Imagem
O americano Henry Fogel e o britânico Timothy Walker, em reunião do conselho da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
“O diretor artístico e o regente titular podem ser cargos ocupados por duas pessoas”, disse FHC, para quem o modelo centralizador tem dado lugar, no exterior, ao da colaboração entre ocupantes dos dois cargos.
A fundação apresentou anteontem as normas para a sucessão de Neschling a partir de 2011. A orquestra estará até 2010 sob o comando de um regente principal, o francês Yan Pascal Tortelier.
Segundo FHC, será criado um “comitê de busca” de um novo maestro a ser integrado por sete pessoas. Serão dois representantes dos músicos, dois do conselho (o editor Luiz Schwarcz e o economista Pérsio Arida), o diretor-executivo da fundação, Marcelo Lopes, e os dois assessores estrangeiros contratados para a tarefa.
São eles o americano Henry Fogel (ex-Sinfônica de Chicago e Nacional de Washington) e o britânico Timothy Walker (Filarmônica de Londres). Ambos estavam anteontem em São Paulo para reunião que discutiu o futuro da orquestra.
Fogel disse que não há ainda uma decisão final sobre a bipartição do comando –o maestro rege, e o diretor artístico participa da definição da programação, escolha dos solistas e contratação de músicos.
Segundo Fogel, ele e Walker recomendaram a imediata contratação de um administrador artístico para auxiliar o maestro Tortelier.
Diretor do Banco Central acusa Mantega de manipular dólar e provocar corrida aos bancos
16/novembro/2009 9:10
Saiu no jornal Valor, página 14 do caderno “Eu &”:
“O mercado não podia saber, em hipótese alguma, que o BC negaria munição. Mas, no dia 6 de outubro (de 2008), uma segunda-feira, o ministro Guido Mantega disse, em entrevista, que Lula proibira o BC de gastar reservas. O efeito foi imediato. A cotação do dólar saltou de R$ 2,19 para R$ 2,45 em menos de 48 horas. O ingrediente final foi uma corrida bancária… Torós fez diagnóstico definitivo: era preciso vender dólar no mercado à vista. Imediatamente.”
A reportagem de Cristiano Romero e Alex Ribeiro é, na verdade, uma longa entrevista do tipo “veja como eu só o máximo” com Mário Torós, diretor de política monetária do Banco Central.
E pretende revelar os efeitos no Brasil e os bastidores da crise financeira de 2008: “Mário Torós … revela piores momentos da turbulência financeira no Brasil e detalha corrida bancária com saques estimados em R$ 40 bi em apenas uma semana e ataque especulativo de US$ 5 bilhões em dezembro de 2008.”
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Das duas, uma: ou o presidente do Banco Central demite o Torós, ou o Ministro Mantega não manda mais nada.Torós se define como uma cruza de Indiana Jones, Kung Fu e Warren Buffett, na torcida do Fluminense. Ele salvou o Brasil. E a gente pensava que tinha sido o Tafarelli… Se não fosse ele, o Brasil tinha ido à breca, como previu a urubóloga Miriam Leitão. Mas, no delírio narcisista, ele deu um passo além das pernas: acusou o Ministro da Fazenda de jogar o Brasil no precipício. Esses neoliberais não mudam. Eles se acham. E o Banco Central do Brasil é um dos últimos bunkers dos neoliberais no mundo. Além de acusar o Ministro da Fazenda de provocar uma corrida aos bancos, Torós faz revelações sensacionais. A mais estarrecedora é que o nem Banco Central nem a CVM tinha a mais pálida – e não deve ter até hoje – idéia de como funciona o mercado de derivativos. E, portanto, novos desastres como os da Aracruz e da Votorantim, que naufragaram em derivativos de câmbio, podem se repetir. Torós põe a culpa na CVM. Mas, fica claro que o Banco Central não vigia nada e ninguém. A especulação de US$ 5 bilhões que o Brasil sofreu de um fundo americano – o Moore – foi exatamente por causa disso: testar a capacidade de resistência do Banco Central às operações – fracassadas – com derivativos de câmbio. Ou seja, não só o Banco Central deixou as operações com derivativos correrem soltas, como não sabia o tamanho do buraco. O Brasil, com as informações dessa desastrada e narcísica entrevista do Torós, deveria fazer como o Senador Dodd quer fazer nos Estados Unidos: tirar da CVM e do BC o controle sobre os bancos. E criar um xerife novo. Se não a próxima crise está aí, atrás da porta, à espera de acontecer. Outra revelação sensacional é que o Presidente Lula mudou de idéia, mas quase demitiu o Henrique Meirelles, o presidente do BankBoston, que acumula a presidência do BC. O presidente do BankBoston fez a monumental barbeiragem de aumentar os juros no meio do furacão da crise. O presidente Lula desistiu de demiti-lo. Uma pena. Mas, segundo Meirelles, a situação estava insustentável. Que pena. Lula deveria botar no lugar o Paulo Nogueira Batista e jogar os diretores neoliberais todos pela janela. (A Febraban os acolherá, breve. Eles não ficam desempregados.) Enquanto Torós se contemplava no espelho, cometeu algumas omissões graves. Por exemplo, trata a corrida ao Unibanco assim como se fosse uma provinha de cem metros rasos em olimpíada colegial. E não foi. Só a urubóloga Miriam Leitão acredita, que, naquela altura, Unibanco e Itaú se fundiram. A entrevista narcísica não mostra como o Banco Central e o presidente do BankBoston tornaram a crise mais profunda, porque se curvaram diante dos bancos com duas monumentais barbeiragens: aumentar os juros e não tirar os bancos da poça. O Banco Central encheu a burra dos bancos de dinheiro e os bancos não emprestavam. Ficavam na poça. Mamavam na teta dos títulos do Tesouro. Foi preciso o Presidente Lula assumir de fato a presidência do Banco Central e botar os bancos estatais para encher a praça de dinheiro. Se dependesse do nosso Narciso e do Presidente do BankBoston, a marolinha seria o tsunami da Miriam. Convém ler a entrevista. Para saber que no dia 17 de setembro de 2008, quando se ouvia o barulho do tijolo que se despregava dos prédios em Wall Street, tudo o que o Banco Central sabia sobre a crise era o que lia na Bloomberg ou através de uma carta do diretor financeiro de uma empresa exportadora. Um fiasco. Se o presidente Lula não tivesse assumido a diretoria de política monetária do Torós, ficaríamos na mão do Torós. E a Miriam Leitão diria: eu não disse ? |
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Sob pressão de Lula e do MPF, Uniban des-expulsa aluna. Zé Pedágio lavou as mãos
9/novembro/2009 19:30
Lula notifica universidade paulista que violentou estudante. E o Zé Pedágio não faz nada ?
9/novembro/2009 12:30
Saiu no Estadão, primeira página “MEC vai notificar a Uniban e pedir explicações para a expulsão” da aluna que usava vestido vermelho e foi moralmente currada por 700 homens.
“Secretaria Especial de Políticas para Mulheres também vai interpelar a universidade.”
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E o Zé Pedágio não faz nada ?De novo, foge na hora do perigo ?Paulo Henrique Amorim |
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Leia também:
A Kristallnacht da Uniban de SP
Chuíça(*): Uniban expulsa aluna que atacou 700 homens. O Paulo Renato vai ficar quieto ?
A Kristallnacht da Uniban de SP
9/novembro/2009 12:24
Amigo navegante judeu fez esta manhã a seguinte reflexão:
Ao ver as cenas de 700 tresloucados contra uma única mulher, filha de metalúrgico, me veio à cabeça a Kristallnacht.
A multidão enraivecida, fascista, contra uma minoria.
Se Adolf Hitler subir as escadas da Uniban e fizer um discurso tucano-moralista, os 700 heróis saem dali, quebram os vidros do Congresso, em Brasília, e instalam Hitler no poder.
Paulo Henrique Amorim
Chuíça(*): Uniban expulsa aluna que atacou 700 homens. O Paulo Renato vai ficar quieto ?
8/novembro/2009 12:13
Leia na Folha, página C1.:
“Para a universidade (?) houve ‘desrespeito à dignidade humana’”.
Geysi Arruda, hostilizada por cerca de 700 (!!!) alunos e deixou o campus sob escolta da PM, afirma que vai processar a instituição”.
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A Secretaria da Educação do Ministro Paulo Renato vai ficar quieta ?Preservará uma silenciosa cumplicidade com os 700 guardiães da moralidade paulista ?O Ministério Público vai ficar quieto ? Acha que os 700 defendem os bons princípios da Lei e da Ordem, tal qual vigem na Chuíça ? E a OAB ? Vai fazer uma passeata no prédio da TAM para defender os 700 guardiães ? 700 contra uma mulher ! Paulo Henrique Amorim |
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(*) Chuíça é o que o PiG (**) de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Pedro Moreira Salles perdeu o controle do Unibanco para controlar a OSESP
8/setembro/2009 8:52
Pedro Moreira Salles vendeu o Unibanco ao Itaú, antes que pior acontecesse.
Zé Pedágio e o Farol de Alexandria são a perfeita barriga de aluguel da elite branca (e separatista) de São Paulo.
O Farol de Alexandria, a mando de Zé Pedágio, demitiu John Neschling da direção da OSESP por causa de um mictório.
(E vai infligir à OSESP uma descomunal despesa financeira, porque perderá a ação trabalhista que Neschling move na Justiça.)
Clique aqui para ler sobre o mictório e a demissão de Neschling
Os tucanos encontraram um substituto perfeito para Neschling.
Um maestro medíocre, que não tinha nada para fazer e, portanto, todas as datas disponíveis.
Mas, oferecia uma vantagem que os tucanos de São Paulo não desprezam – ele fala francês.
Clique aqui para ler “os tucanos conseguiram o que queriam na OSESP – um regente que fala francês”
Como também não tem muito a fazer, Pedro Moreira Salles manda na OSEP, já que faz parte do Conselho que FHC – como a Rainha da Inglaterra – ocupa.
Como Pedro, FHC e Zé Pedágio não distinguem Bach de Bar Brahma entregaram a programação da OSESP a um funcionário de Pedro: Luis Schwarcz, que foi dono da Companhia das Letras e agora seu funcionário.
Deve ser Schwarcz quem faz com que um concerto se encerre com uma abertura – depois falam mal dos portugueses … – , a “Abertura 1812” de Tchaikovsky, e manda a OSESP inaugurar shopping center em Campos do Jordão com a abertura da “Carmen”.
Um passarinho pousou na janela da minha casa e me contou o seguinte.
John Neschling tinha contratado uma temporada da OSESP aos Estados Unidos, para 2010.
Neschling também tinha comissionado um concerto ao maior compositor brasileiro vivo, Marlos Nobre.
Aos 70 anos, Nobre compôs um Concerto para Percussão.
A temporada teria como peça de resistência o Concerto de Nobre.
Uma orquestra brasileira, um grande compositor brasileiro, uma peça comissionada por orquestra brasileira.
Boa ideia !
A nova direção (Moreira Salles) da OSESP decidiu que seria muito feio cancelar a “tournée”.
(Eles preferem em francês …)
A viagem que Neschling concebeu levaria a OSESP a Los Angeles, ao Carnegie Hall em Nova York, a Anne Harbor (no Michigan, importante centro cultural), e se encerraria em Fort Lauderdale, num Festival de Musica Clássica Latino-Americana.
A peça de Marlos Nobre acompanharia toda a excursão e o compositor seria celebrado no Festival da Flórida.
Porém, a nova administração tirou Marlos Nobre do programa.
E o regente será um jovem de 29 anos, do círculo de protegidos de James Levine, que, por muitos anos dirigiu a Ópera de Nova York e hoje está em Chicago.
Os agentes da OSESP nos Estados Unidos são os mesmos de Levine e Levine empurrou o jovem pela goela a abaixo da OSESP.
Ou seja, uma orquestra brasileira com um maestro americano absolutamente inexpressivo – um de cinquenta em que Levine deposita alguma confiança.
Uma “tournée” de 20 dias em que os músicos e funcionários ganharão US$ 100 per diem, fora o salário regular.
É assim que os tucanos gostam.
De uma orquestra de segunda linha, dependente dos americanos.
É a famosa “teoria da dependência”.
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: amigo navegante telefona para informar que na nova “tournée”, a OSESP não vai mais tocar em Los Angeles, em Fort Lauderdale, nem no Carnegie Hall. Vai fazer o “circuito da segundona” …
Clique aqui para ler “o discurso de Lula enforcou os demo-tucanos na CPI da Petrobrás e no pré-sal”
Maestro Mechetti, não venha para a OSESP. Fique em Minas
6/setembro/2009 12:59
Assisti ontem com rara emoção à jovem Filarmônica de Minas, sob a regência de Fabio Mechetti.
Na abertura, a ópera Oberon, de Weber, a complexa (e aparentemente simples) Sinfonia No. 5 de Schubert, e um monumental Dom Quixote, de Richard Strauss com o fantástico Antonio Meneses.
Se ainda houvesse alguma dúvida sobre a inesperada qualidade da orquestra, o Dom Quixote foi avassalador.
Poderíamos estar em qualquer sala de concertos do mundo.
Um Richard Strauss como um Richard Strauss: gigantesco, melodioso, intenso, suave, toda uma orquestra a te envolver de forma alucinante.
Como se Dionísio vivesse numa capela de Ouro Preto.
E esse pernambucano que nos honra, Menezes !
Mas, quero falar de Fabio Mechetti.
O que ele fez em um ano e meio na Filarmônica de Minas é impressionante.
Lembra o esforço hercúleo de John Neschling, ao montar a Sala São Paulo e a OSESP.
Poucos regentes brasileiros – ou só o Neschling – tem a formação e a biografia de Mechetti.
Dizem os paulistas que Mechetti é “um dos nomes lembrados” para assumir a OSESP.
Espero que ele não cometa essa insensatez.
A Filarmônica de Minas se sustenta com fundos do Estado de Minas, e apoio da Cemig.
É uma espécie de Fundação, auditada regularmente, sob os olhares de Antonio Augusto Anastasia.
A Cemig, como se sabe, era de Daniel Dantas, e o grande brasileiro Itamar Franco a tomou de volta para o Estado de Minas.
Em São Paulo, o Governador quer vender tudo.
A CESP.
O serviço público de saúde, de ensino, e até o ar encanado do Viaduto do Chá.
Aqui, caro maestro, o seu fraque ficaria como jaqueta de piloto de Fórmula 1.
Quando o senhor se virasse de costas para a platéia, se veria, nos ombros, um logo do Unibanco e outro do Itaú.
Mais abaixo, o da Sabesp, uma empresa de esgotos e fossas, a mídia do Governo de São Paulo.
E sobre as suas nádegas, o mapa do estado de São Paulo, com a única obra a justificar a candidatura do José Serra a presidente: não fume.
A batuta, como na Fórmula 1, terá uma bandeira com o logo do WalMart, a quem o Serra venderia (já que não será) o Bolsa Família, se fosse presidente.
Aqui, Maestro Mechetti, o Zé Pedágio vai querer se meter na sua programação.
O Fernando Henrique, o Horacio Lafer Piva, o Pedro Moreira Salles se considerariam seus patrões.
Vão mandar o senhor para inaugurar shopping center em Campos do Jordão.
E fazer como faz, agora, a OSESP, sem o Neschling, a abertura da Carmen, para por fogo nos neo-liberais que vão para Campos de Jordão como se estivessem nos Alpes.
Se o senhor der duro no pessoal da orquestra, eles vão conspirar contra o senhor, e passar notas para a colona (*) da Mônica Bergamo na Folha (**), que ajudou o Serra a derrubar o Neschling.
Maestro, fique onde está.
Breve, o senhor terá em mãos a melhor orquestra do Brasil.
E Brasil vai ter que ir a Minas bater palmas.
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: e que naipe de cordas o senhor montou, maestro ! Parabéns !
(*)Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**)Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
Fortune sobe 29 posições da Petrobrás. Ela é a 34ª. do mundo. PiG (*) e CPI afundam
10/julho/2009 12:52
Ela é a 34ª. do mundo. PiG (*) e CPI afundam
O Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu do amigo navegante Gepeto:
Gepeto
Enviado em 10/07/2009 às 0:58
Petrobras se torna 34a maior empresa do mundo, segundo Fortune
REUTERS
SÃO PAULO – A Petrobras subiu da 63a para a 34a posição entre as 500 empresas de maior faturamento do mundo, segundo o mais recente ranking global publicado pela revista norte-americana Fortune, com base nos dados de 2008.
A petroleira estatal foi a única companhia brasileira dentre as 100 maiores do mundo, segundo o levantamento, tendo registrado no ano passado um faturamento de 118,2 bilhões de dólares.
Do Brasil, o ranking inclui ainda Bradesco, na posição de número 148, seguido por Itaúsa, controladora do Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Vale e Gerdau, nos lugares de número 148, 149, 174, 205 e 400, respectivamente.
Pelo critério de lucratividade, a Petrobras apareceu na sexta posição, superando gigantes como a Microsoft (7a), General Electric (8a), Nestlé (9a) e Wal-Mart (14a). Nesse quesito, a mineradora brasileira Vale ficou na 16a posição.
O relatório apontou a gigante anglo-holandesa de petróleo Shell como a líder do ranking, tornando-se a primeira companhia não norte-americana a encabeçar a lista. Das dez primeiras empresas que formam o ranking, sete são do setor de petróleo.
Wall Mart, a líder do ano anterior, caiu para terceira posição, atrás da também petroleira Exxon Mobil, dos EUA. As também petroleiras BP (Grã-Bretanha), Chevron (EUA), Total (França) e ConocoPhilips (EUA) ocuparam as posições de 4 a 7, nesta ordem.
O grupo financeiro holandês ING Group ficou em oitavo, seguido pela petroleira chinesa Sinopec e pela montadora japonesa Toyota completando a lista das dez maiores.
(Reportagem de Aluísio Alves)
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
Miriam fala do Plano Real e não diz que Itamar o criou
1/julho/2009 11:19
O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail de um amigo navegante, o Martins Andrade:
PHA faça o favor de republicar o decreto que instituiu o Plano Real.
O Plano faz hoje 15 anos e na fala da Míriam Leitão, agora há pouco no Bom dia Brasil, ela teve uma pane de memória e “esqueceu” de citar seus autores.
Talvez para não apagar da memória do povo brasileiro a farsa montada pela “Vaidade Ambulante” a Míriam Leitão, premeditadamente não citou os nome do presidente que criou o plano e do economista que o elaborou.
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O Conversa Afiada também notou que a Miriam falou do milagre, mas escondeu o santo, o Presidente Itamar Franco.Não porque tenha visto o “Bom (?) Doía Brasil”, já que este humilde blogueiro acordou de bom humor e não queria se chatear. Mas, porque leu O Globo. E achou muito interessante. Por exemplo. Há poucos meses, o Globo decretou a falência do Banco do Brasil. Disse que a culpa era do Lula. Hoje, inesperadamente, na capa da seção de Economia (?), o Globo afirma: “Ações no topo; apesar da crise, aplicações em renda variável lideram ranking. Bovespa quase zera perdas. Bradesco e BB lucram R$ 3 bi com Visa Net.” O amigo navegante Geraldo também notou isso, ao ler o Estadão: Geraldo S Chaves em 1/julho/2009 as 9:18 Retirei esse de um comentário do Nassif (a pesquisar) Veja esta matéria do Estadão: No período, os papéis do BB subiram 80,87%. O Morgan Stanley, segundo colocado, teve alta de 78,31%. Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander Brasil ocupam, respectivamente, o quarto, quinto e sexto lugares na lista das ações que mais subiram. Nos dados da Economática os valores foram ajustados para o dólar, que no período caiu 16,5% em relação ao real. …… Logo ela, que é, de certa forma, uma cria do Plano. Logo ela, que tinha como se fosse uma sala para entrevistas exclusivas ao lado do gabinete do Ministro da Fazenda. Logo ela que garantiu até o fim que o Farol de Alexandria não desvalorizaria o Real. Os filhos de Roberto Marinho (eles não chegam a ter nome próprio) acreditaram e levaram a empresa à concordata. A Miriam, que é mineira, e sabe onde Juiz de Fora fica, não falou em Itamar Franco, para não deslustrar o caráter tucânico do Real. A urubóloga dá curso à ideologia do “Real é tucano”. Que reza assim. O Real é do Itamar, mas a gente diz que é do Farol. O Lula só deu certo, porque seguiu o Real – o Real do Farol. Quer dizer, o mundo gira em torno dos tucanos. É uma ideologia de apropriação de idéias e méritos dos outros. Característica aliás, dos tucanos. Ao omitir o nome do Itamar, a Miriam não mentiu. Ela fez o que o Otto Lara Resende atribuiu ao General Lott: ela teve uma “restrição mental” … Paulo Henrique Amorim |
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Leia abaixo o decreto que criou o Plano Real.
Veja o decreto aqui e leia a nota do Conversa Afiada
Você não verá a assinatura de Fernando Henrique Cardoso nem de José Serra. Aliás, José Serra sempre foi contra o Plano. O acusava de praticar “populismo cambial”. A campanha fazia parte do plano de Zé Pedágio, o nosso Putin, para derrubar o Ministro da Fazenda, Pedro Malan.
Gabrielli: PiG (*) fabrica denúncias
contra a Petrobrás
28/junho/2009 12:12
A edição deste domingo do Estadão traz como manchete principal a entrevista com o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli. Ele afirma ao jornal que está preparado para o “vale-tudo” que deverá ocorrer com a instalação da CPI da Petrobrás. Além disso, Gabrielli diz, com todas as letras, que há uma campanha dos maiores jornais e revistas do país para criar “fatos artificiais” que justifiquem a CPI. Lei abaixo trechos da entrevista:
Domingo, 28 de Junho de 2009
”Estamos preparados para vale-tudo”
Irany Tereza e Nicola Pamplona
Às vésperas da instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI), criada no Senado em 15 de maio para apurar um rol de cinco denúncias de irregularidades envolvendo a Petrobrás, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, afirma que há uma campanha de criação de “fatos artificiais” para justificá-la. Em entrevista exclusiva ao Estado na noite de sexta-feira, na sede da empresa, Gabrielli citou os maiores jornais e revistas do País como participantes de uma espécie de ciranda, na qual parlamentares de oposição alimentariam de denúncias a imprensa para depois reproduzir as acusações no Congresso, pedindo inclusão na CPI. “Será que há algum esquema de criação de fatos artificiais?”, indaga, para emendar em seguida com a resposta: “Não há dúvida.” Para o presidente da Petrobrás, o ambiente de instalação da CPI estaria imerso numa espécie de “vale-tudo” e avisa que está preparado para embarcar no jogo: “Nós estamos preparados para um vale-tudo! Nós estamos preparados. Nós não atacamos ninguém ainda. Só temos nos defendido.” E arremata: “O ataque também faz parte da defesa”. A seguir, os principais trechos da entrevista:
A expectativa da Petrobrás é de instalação da CPI esta semana?
Não sei. Acho que o Congresso vai decidir o que fazer. Imagino que a dinâmica interna parlamentar vai determinar o que os congressistas vão decidir. Eu não tenho a menor opinião hoje, nesse momento, sobre se vai instalar ou não.
O senhor ainda tem dúvidas se vai instalar ou não?
Não sou senador. Sou o presidente da Petrobrás.
O senhor percorreu gabinetes do Senado para tentar dissuadir os parlamentares da criação da CPI. Qual foi a sua sensação dessas conversas?
Os parlamentares concluíram que precisavam criar a CPI porque veio o pedido de instalação que foi lido no plenário. Portanto, do ponto de vista do ritual e do processual legislativo, devia ser instalada. Conversei com os senadores e alguns acharam que não havia necessidade. Mas os senadores da oposição acharam que tinha de ter uma CPI. Nossa argumentação, muito explícita desde aquele momento, é que os temas que estão nos requerimentos estão sob investigação neste momento por órgãos competentes para isso, a Polícia Federal, o Ministério Público, o TCU, a Receita Federal, os diversos órgãos de investigação da companhia. Portanto, a investigação que a CPI poderia trazer, do ponto de vista legal, contribuiria muito pouco. O que poderia trazer problema é a criação de um clima nacional de denúncia. Buscar denúncia para criar possibilidade de investigar coisas que vão aparecer. Isso, na língua portuguesa antiga, chama-se coscuvilhice. A CPI legalmente tem de ser criada para fato determinado. Mas, uma vez criada a CPI, temos de obedecer, atender aos requisitos da CPI, ponto. Não tem alternativa para nós.
Nesse sentido está surgindo uma discussão sobre a remuneração dos executivos da Petrobrás.
Pois é, isso é um exemplo. Infelizmente até o Estadão entrou nessa matéria muito ridícula. Uma matéria que não tem fato novo nenhum porque, inclusive, a divulgação disso é da nossa própria assembleia-geral, que é pública. A informação refere-se à remuneração dos dirigentes da companhia de forma bastante truncada, envolve um claro indício de crime de quebra de sigilo fiscal, porque, aparentemente, o repórter que fez a matéria pelo Correio Braziliense obteve de forma fraudulenta informações fiscais protegidas por sigilo (o jornal publicou reportagem mostrando que houve reajuste de 90% nos salários da direção da empresa entre 2003 e 2007). Dessa maneira, portanto, de um lado ela é evidência de um crime; de outro lado, do ponto de vista de valor, os valores são bastante modestos, comparados com empresas do mesmo porte. Todos os dirigentes da Petrobrás receberam R$ 7,108 milhões no ano de 2007. O Itaú teve R$ 244 milhões; o Bradesco, R$ 170 milhões; o Unibanco, R$ 153 milhões, o Gerdau, R$ 59 milhões; Vale, R$ 43 milhões; Sadia, R$ 16 milhões; Perdigão, R$ 14 milhões; Aracruz, R$ 9 milhões, CSN, R$ 9,5 milhões. Portanto, a Petrobrás é a menor de todas. Se comparar com empresas internacionais, então, a Exxon teve US$ 13,7 milhões, a BP, US$ 4,2 milhões. Então é absolutamente pequeno o tamanho da Petrobrás…
O que tem se questionado não é tanto o valor, mas o reajuste de 90% em um período em que a inflação acumulou 33,92%…
O valor dos dirigentes da Petrobrás é o teto da carreira. O presidente ganha 15% acima do salário do maior gerente e os diretores, 10% acima. Então, se você tem um salário que é baixo para diretores, achata toda a cadeia de salários da companhia. Isso torna mais vulneráveis os profissionais da companhia às atrações de mercado. Evitamos isso com uma política de retenção de talentos, que envolve carreira profissional de longo prazo, treinamento, condições de trabalho adequada. Isso faz com que as pessoas gostem de trabalhar na companhia e queiram ficar na companhia, mesmo ganhando menos. O reajuste dos salários dos diretores da Petrobrás acompanhou os acordos coletivos. O reajuste dos trabalhadores da Petrobrás não é relacionado à inflação. Houve aumento real, sim, nestes últimos anos. Os trabalhadores ganharam, inclusive, mais do que o reajuste dos diretores. Não há nada que motive um escândalo. O que estão fazendo é exclusivamente coscuvilhice, é tentativa de criar fofoca muitas vezes repetida para virar verdade.
Como a Petrobrás está se preparando para a eventual instalação da CPI esta semana? Esses temas podem entrar na investigação?
Do ponto de vista legal, na nossa avaliação, não. Porque são temas que não estão pedidos na CPI. Há uma sistemática clara: a imprensa nos últimos seis, sete, oito meses tem, no fim de semana, uma matéria bombástica de acusação contra a Petrobrás; na segunda-feira, uma suíte (sequência da reportagem) que reproduz essa matéria na boca de um parlamentar da oposição pedindo para (o assunto) entrar na CPI. É sistemático: ou é O Globo, ou o Estadão, ou a Folha de S. Paulo, ou uma revista.
O senhor citou a existência de crime fiscal…
Há um crime fiscal. E a empresa vai tomar providências. Estamos avançando no nosso jurídico avaliando para saber o que fazer. Evidente que, como crime de sigilo fiscal é de ação pública, talvez tenhamos de representar ao Ministério Público. Estamos discutindo ainda o que fazer. Mas há um crime de sigilo fiscal assumido pelo repórter. Não pode ficar impune uma coisa dessas.
Por falar em quebra de sigilo, a quebra de sigilo telefônico do executivo Wilson Santarosa preocupa?
Esse é outro tipo de situação absurda. Tem uma investigação que ocorre no ano 2006, que continua em segredo de Justiça; Santarosa nunca foi intimado a falar; o jornal O Globo publica uma matéria cujo lead (abertura) é uma imprecisão absoluta em termos de texto – se a quebra do sigilo telefônico refere-se ao período de 2006 ou se foi pedida em 2006, a matéria não fica clara. Os nossos advogados procuram investigar em Cuiabá o processo e não conseguem identificar. E O Globo continua publicando matéria sobre algo que ninguém consegue identificar. Algo muito estranho está acontecendo. Não é estranho para quem está interpretando que isso é apenas criação de factoides, coscuvilhices, mexericos.
Mas preocupa uma quebra de sigilo telefônico do Santarosa?
Não. O problema não é na quebra de sigilo telefônico, se tem uma investigação de acordo com a lei, etc., Não é esse o ponto. O ponto é: onde O Globo conseguiu a informação de que houve esse pedido? Quem passou essa informação? Por que só O Globo tem acesso a essa informação? Por que essa informação é imediatamente reproduzida por algum senador da oposição? Será que há algum esquema de criação de fatos artificiais? Não há dúvida.
E a que o senhor atribui esse…
(cortando) Atribuo à ideia de uma CPI que vai buscar o que investigar, que não tem foco, que não sabe o que fazer.
Por isso o senhor acha que a CPI pode não ser instalada?
Não posso dizer que a CPI não vai ser instalada. A CPI está lá para ser instalada. Isso é uma dinâmica interna do Parlamento. Eu sou parte externa ao processo. Sou investigado, enquanto presidente da Petrobrás.
Explique por que a gerência executiva de Wilson Santarosa é formada por gerentes regionais do PT?
Não é verdade. A Petrobrás tem 2 mil, 3 mil e tantos gerentes.
Estamos falando dos cinco gerentes regionais da área dele.
Não é verdade o que vocês estão dizendo. Vocês estão pegando gerentes regionais que têm história sindical absolutamente legítimas, profissionais de longo tempo de companhia…
Mas que não têm carreira construída na área de comunicação da companhia…
Na área de responsabilidade social, têm. Na área de articulação com comunidades, na área de vinculação institucional com o poder público, na área de relação com a comunicação interna… Inclusive por terem sido sindicalistas, têm essas relações. É positivo, não é negativo ter sido sindicalista.
A Petrobrás tem 240 mil contratos e o senhor diz que não há como dizer que todos são corretos?
Não posso. Temos de garantir que todos os 240 mil contratos devem ter seguido uma mesma sistemática. Tem uma auditoria, corregedoria, avaliação posterior, segurança empresarial, avaliação externa, investigações particulares de evidências… Agora, nada é perfeito. Mas temos de, encontrando as imperfeições, corrigir as imperfeições.
Qual a estratégia da Petrobrás para a CPI?
A Petrobrás está pronta para responder todos os temas do requerimento. Não temos problema nenhum.
Quantas pessoas estão envolvidas especificamente nisso?
Em tempo integral, umas 20 ou 30 pessoas, só. Mas toda a empresa é mobilizada. Todo o meu setor de orçamento está respondendo ao TCU. Porque tem de responder. Então, para de fazer os orçamentos para dar respostas ao TCU.
De alguma forma a CPI já está impactando o andamento de negócios, a assinatura ou a renovação de contratos?
Nós tendemos a reduzir o ritmo. Tem gente que não pode fechar orçamento porque está tratando de outras coisas. Não é ainda significativo. Se eu levaria um tempo X para fazer o orçamento, agora vou levar um tempo X mais alguma coisa, porque os técnicos estão voltados para responder problemas internos. Isso tem impacto. Se eu tenho dificuldades para constituir comissões de licitação. Isso também tem um impacto. Isso a gente está falando em milhares de coisas.
Se a situação perdurar, em quanto tempo o impacto deverá ser significativo?
É impossível de responder, porque não sabemos a profundidade, não sabemos o grau… O que tem acontecido nestes dois últimos fins de semana são coisas escandalosas. O que aconteceu na imprensa sobre a quebra do sigilo fiscal dos salários de diretores e da quebra do segredo de Justiça do Santarosa… vale tudo! Você pode criar, recriar, realimentar, redefinir e tentar fazer escândalo. Finalmente, as pessoas começam a perceber que não tem fundamento. Tem muita espuma e não tem realidade.
A Petrobrás está preparada para um vale-tudo?
Nós estamos preparados para um vale-tudo! Nós estamos preparados. Nós ainda não atacamos ninguém. Não atacamos ninguém ainda. Só temos nos defendido.
As acusações da CPI…
Vou falar dos cinco temas da CPI. Tem o caso da (Operação) Águas Profundas, uma ação do Ministério Público e Polícia Federal, que teve ampla participação da Petrobrás desde o início. Colaboramos inteiramente com o processo. Demitimos dois funcionários e suspendemos três. Isso está no âmbito do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça, em pleno andamento. No que é que a CPI vai contribuir para isso? Não sei. No caso da Operação Castelo de Areia, é um processo em que se identifica uma diferença de interpretação do que é custo unitário e de como se mede o custo de terraplenagem. São discussões técnicas que estão em pleno andamento entre a Petrobrás e o TCU. O terceiro tema da CPI é um eventual aumento de custos de plataformas, verificado pelo TCU. Nós interpretamos que isso se refere a ajustes cambiais realizados quando houve uma variação substantiva do câmbio brasileiro em 2004 e 2005. O quarto tema, extremamente excitante, mobilizador e emocionante, é o de regime de caixa e de competência sobre como fazer o pagamento do Imposto de Renda sobre as variações de caixa no exterior. Pessoalmente, como economista, eu acho maravilhoso. Agora, fazer uma CPI para isso, eu acho uma coisa exótica. No máximo deveria ser uma discussão da Petrobrás e da Receita Federal. E sequer isso existe porque não fomos ainda intimados. Temos absoluta certeza de que fizemos tudo dentro das condições legais e regimentais. Há ainda a questão das festas juninas e ONGs. Sobre festas juninas, eu acho que envolve um conjunto de preconceitos contra os nordestinos que é escandaloso. A festa junina é mais importante para muitos do Nordeste do que o carnaval. E nós tivemos também apoio ao carnaval aqui. Nós fizemos também. Nossa presença no carnaval foi em muitos momentos criticada e nós nos fizemos presentes não só no apoio financeiro, mas também na participação social junto às escolas de samba do Rio e de São Paulo. Participamos também de outras festas étnicas. A relação da Petrobrás com a brasilidade é um orgulho da Petrobrás. Não é uma questão de vergonha.
E não há então uma escolha partidária de prefeituras?
Há uma escolha por onde tem festa de São João. Se são 49, ou 60 prefeituras, não sei bem, se nestas tantas tem 11 prefeituras que são do PT, coincidiu isso. Todas as outras são do DEM, do PSDB, do PMDB, dos outros partidos todos. É só fazer a conta. São fatos. Está no blog. É só ver os números lá.
Falando no blog, o senhor disse que a Petrobrás está pronta para comprar uma briga…
Nós não estamos prontos para comprar uma briga. Estamos apenas nos defendendo. Não queremos comprar briga nenhuma. Estamos nos defendendo apenas.
Por enquanto…
Vamos nos defender. Agora, o ataque faz parte da defesa também. Nós não temos ataque nenhum ainda.
E quando começa?
Não vamos começar. Não queremos começar ataque nenhum. Não temos porquê. Estamos nos defendendo. O blog foi defesa. Foi difusão de informação da Petrobrás. É combate a distorções. É combate a interpretações equivocadas.
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(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.











